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Elegância, todos temos noção do que seja e a certeza de que é algo muitíssimo agradável de ver e de sentir. Mas há uma elegância, a do comportamento que, já disse Toulouse Lautrec, é algo difícil de ser ensinada, e pouca gente a tem. Eu mesmo, ao dizer isto, talvez esteja sendo deselegante. Este tipo de elegância é um dom. Se é dom, o elegante já nasce feito. Não aprende, aprimora-se.
Comportamento carinhoso em retribuição a gentilezas não fazem de um deselegante um elegante. Isto é apenas macaquice. O elegante tem sempre modos desobrigados. Ele é a própria elegância.
Acompanham o elegante atitudes mais elogiosas que críticas; de ouvir que de falar e quando fala, não calunia e tampouco repassa fofocas. Seu tom de voz não se altera entre o dirigir-se ao empresário e ao empregado. É por isso que o elegante não constrange, não humilha; não se humilha. É humilde. Assim é que o elegante não é espaçoso, embora haja muito espaço para ele. O elegante tem personalidade e seu estilo é invariável. O elegante é sóbrio e tem uma generosa visão a respeito das coisas e das pessoas. Não é arrogante e é sempre gentil, solícito, atencioso, por isso olha sempre e carinhosamente nos olhos do interlocutor.
Sendo a elegância comportamental impossível de não ser notada, ela nada tem a ver com sofisticação, também sempre percebida, só que esta, confundida com elegância, é apenas uma ansiosa exposição de egos. Assim é que a convivência, quando falta a elegância do comportamento, se torna difícil. Por isto esta falta de paz entre as pessoas. |