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Os acidentes de trânsito, nas grandes cidades e em estradas das regiões desenvolvidas do mundo, converteram-se nas principais causas de morte e incapacidade. Os ruídos e a emissão de gases dos veículos geram doenças psíquicas e físicas. No mundo, mais de 1 bilhão de pessoas ficam expostas à contaminação atmosférica por dióxido de carbono, que leva também ao aumento da temperatura, com alterações climáticas de conseqüências imprevisíveis. Já se atribui ao parque automobilístico a “culpa” pela degradação do meio-ambiente. Conseqüência direta da preferência que demonstram pelos carros, as pessoas ficam cada vez mais tempo paradas em congestionamentos nas estradas. De sete horas por ano em 1982, a média pulou para 36 horas em 2000. Visivelmente cada vez menos gente utiliza outros tipos de meios de transporte que não o motorizado. Por exemplo: a parcela da população que vai trabalhar em esquema de carona/revezamento caiu, nos últimos 16 anos, de 14,1% para 9,7%. Por transporte público, a queda foi de 5,1% para 4,7%. De bicicleta ou a pé, houve uma redução de 5% para 3,5%. O tráfego motorizado é o maior problema ambiental das cidades de médio e grande porte. O excesso de veículos circulando em nossas vias é responsável pelo grande aumento dos níveis de contaminação do ar e dos níveis de ruídos que a cada dia tornam mais estressante nosso convívio no trânsito. O uso abusivo dos veículos e a cultura da paixão pelo carro por parte do povo brasileiro colaboram sobremaneira para o aumento dos problemas de congestionamento e para o aumento dos números de acidentes. Ter consciência e conhecimento sobre os problemas ambientais decorrentes do excessivo número de veículos que circulam em nosso trânsito e adotar efetivamente comportamentos comprometidos com a preservação do meio-ambiente e com a melhora da qualidade de vida, são pontos essenciais e que devem ser discutidos pela sociedade e por cada um de nós, para que possamos reverter o quadro caótico que nós mesmos construímos.
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