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Uma pesquisa realizada no Reino Unido pela Transport Research Laboratory, com jovens entre 17 e 24 anos, apontou que enviar mensagem de texto via celular enquanto se dirige é mais perigoso do que guiar sob efeito de álcool ou de maconha. As pessoas que participaram do estudo mostraram reações ao volante reduzidas em 35% por causa do celular, número quase três vezes maior que o acarretado pelo consumo de álcool (12%) e cerca de 50% maior do que o de quem fez uso de maconha antes de dirigir. Além da falta de atenção no trânsito, os testes realizados em um simulador puderam detectar uma série de comportamentos de risco específicos assumidos por quem manda mensagens ao dirigir. Esses motoristas têm o controle sobre o volante diminuído em 91% – 35% no caso da maconha – e perdem a noção de distância em relação ao carro da frente, podendo sair dos limites de sua faixa. A explicação dada pelos pesquisadores para os dados obtidos é que uma pessoa que consome drogas como álcool ou maconha, mesmo que tenha seus reflexos prejudicados, ainda destina toda a sua atenção para o trânsito. O mesmo não acontece com quem faz uso do celular, ainda mais para mandar mensagens de texto. Neste caso, costuma-se tirar uma das mãos do volante e desviar boa parte da atenção para o aparelho, no esforço de ler o que aparece na tela, pensar no que vai ser escrito e manusear as pequenas teclas. Mais uma vez as pesquisas revelam que - independente da substância tóxica ingerida ou da ação que leva o motorista à distração - o fator comportamento humano no trânsito é fundamental para a segurança de todos que circulam. Equilíbrio, bom senso, respeito ao próximo e consciência dos riscos que devemos evitar quando assumimos nosso papel no trânsito, seja ele como pedestre ou como condutor, são fatores fundamentais para que nosso direito de ir e vir seja preservado e o mais importante: que este direito seja exercido com segurança em favor da vida.
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