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Quando existe um alcoólico em um lar, geralmente as pessoas atingidas são cônjuge e filhos, mais pais, irmãos, tios ou avós podem, de alguma forma, também estarem envolvidos. Na família de um alcoólico, não há diálogos construtivos, as pessoas se comunicam através de agressões, gritarias, etc. e alegrias são afogadas. A verdade inegável que toda família que tenha em seu meio um alcoólico, se torna uma família doente e desajustada, passa a apresentar quase todos os sintomas do alcoolismo; angustia, irritabilidade, depressão, frustração, agressividade e incapacidade de se comunicar adequadamente.
Devemos lembrar que ao querer "tirar a bebida alcoólica de alguém", procuremos averiguar se no convívio há alguém que faça uso do Álcool, mesmo socialmente, pois será o mal exemplo, fazendo-o ingerir mais bebida do que atualmente bebe. O alcoólatra não aceita conselhos, só exemplos. Filhos dos Alcoólicos geralmente apresentam problemas, tendem a não ter auto-estima, não se valorizando, porque as condições básicas que levam o indivíduo a se valorizar, são geradas na infância pelos exemplos dos pais, e quer queira, quer não, seus pais são modelos.
O exemplo de parentes ou mesmo de artistas da TV e outras pessoas, que bebem "socialmente" fica gravado na mente da criança como falso orgulho, podendo no futuro, estar propensa a ser um doente alcoólico. As crianças sentem repulsa pelos atos praticados pelos pais sob o efeito da bebida alcoólica, porém uma porcentagem dessas crianças, após o casamento, podem também tornar-se dependentes do álcool, pelo exemplo que tiveram em casa.
O consumo do álcool tem se intensificado diariamente. Observamos que a quantidade de adolescentes que ingerem bebida alcoólica tem aumentado constantemente, e o pior, cada vez Mais cedo.
Nos dias atuais, o elevado número de jovens que consomem álcool, tem sido causador freqüente de inúmeros acidentes automobilísticos e perdas prematuras de vidas. O crescente abuso do álcool pelos adolescentes amplia ainda mais o número de dependentes alcoólicos e, como se sabe, o alcoolismo crônico leva à disfunção de vários órgãos, assim como perturbações psicológicas que repercutem na vida do indivíduo.
A facilidade para se adquirir a bebida pode ser um dos fatores que levam a precocidade. Se pararmos para observar, em qualquer esquina um jovem encontra uma cerveja, aliás, a um preço baixo. O álcool passa despercebido. "É só uma cervejinha", o pai pensa. “Faz parte da adolescência”, diz algum tio. A família, sem que se perceba, acaba contribuindo com o consumo, pois não lhe impõe controle.
A adolescência é caracterizada por crises de identidade, questionamento de valores, normas estabelecidas, angústia, saída para o mundo externo, fatores que geralmente originam conflitos. Entende-se, com isso, que os adolescentes começam a beber para acompanhar os amigos, para se enquadrar de acordo com o grupo e até mesmo para escapar dos seus “problemas”.
Essa situação é lamentável. Na busca por momentos de prazer, o jovem deixa se levar por esse terrível mal. Mas, o que fazer para que ele entenda que o álcool deve ser evitado? A melhor maneira é fazer com que ele conheça seus verdadeiros efeitos.
O que precisamos saber sobre ALCOOLISMO:
• Alcoolismo não é vício, é uma doença.
• Alcoolismo é progressivo, o álcool, aos poucos, destrói virtualmente todos os tecidos e órgãos do corpo. Portanto, alcoolismo mata.
• Alcoolismo e o bebedor excessivo, cuja dependência do álcool chega a provocar prejuízos no seu físico, na sua mente e nas inter-relações na família, no trabalho e na sociedade.
• À medida que o indivíduo aumenta o consumo de álcool, seu físico responde: há perda de apetite, deficiência vitamínica, cansaço freqüente, rubor constante, hipertensão arterial, dores no estômago, dores de cabeça, impotência sexual e outras.
• Com a ingestão do álcool, o fluxo de sangue aumenta no cérebro e diminui no cerebelo - responsável pela coordenação motoro - provocando perda de equilíbrio (andar cambaleante) e tremores musculares (mãos trêmulas).
• Os problemas psicológicos e as mudanças na personalidade e no comportamento do alcoolista são causados principalmente pela toxina (substância venenosa) do álcool, que deteriora o físico.
• O dependente alcoólico irrita-se facilmente, evita diálogos, brinca em situações inoportunas, perde o senso crítico, grita, quebra objetos, interrompe refeições, fica indiferente a acontecimentos familiares e sociais, agride as pessoas verbalmente e até fisicamente, dominando todos ao seu redor.
• Os prejuízos decorrentes do beber excessivo quase sempre não são observados pelo próprio alcoólico, falta-lhe autocrítica. A "negação" constitui mecanismo de defesa do dependente frente a quaisquer proposta de tratamento.
• O alcoolista culpa outras pessoas, lugares e coisas pelo seu uso abusivo do álcool. Retira de si toda a responsabilidade pelo seu comportamento.
• A coragem que, a princípio, o álcool parece dar é enganosa e ilusória, podendo levar o indivíduo a atitudes irresponsáveis, as quais não seriam tomadas se a mente estivesse lúcida.
Não podemos esquecer que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), diz:
Art. 81. É proibida a venda à criança ou ao adolescente de:
II - bebidas alcoólicas;
III - produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica ainda que por utilização indevida;
Art. 243. Vender, fornecer ainda que gratuitamente, ministrar ou entregar, de qualquer forma, a criança ou adolescente, sem justa causa, produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica, ainda que por utilização indevida:
Pena - detenção de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa, se o fato não constitui crime mais grave. (Redação dada pela Lei nº 10.764, de 12.11.2003)
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