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Lidar com a desobediência e a agressividade dos filhos é uma tarefa difícil para muitos pais que ficam sem saber se a atitude tomada era a mais adequada ou não. À medida que desenvolvem a sua autonomia e descobrem aquilo que gostam e não gostam de fazer, as crianças começam a testar os limites da paciência dos pais. As estratégias para impor autoridade variam, mas alguns aspectos, mais do que teorias são puro bom-senso.
Eis algumas dicas:
Não imponha regras só porque sim. Procure explicar a razão das mesmas. É claro que quando não é possível negociar mais, não hesite. Seja firme e não desarme perante a teimosia do seu filho.
Não entre em discussões intermináveis. Só irá agravar a situação e prolongar o sofrimento. Mais uma vez, seja firme. Sabemos bem que é difícil, mas evite ao máximo os gritos e o descontrolo.
Seja coerente: se, perante a desobediência do seu filho, ameaçou com algum castigo - razoável, claro está - cumpra o prometido. E não repita a ameaça mil vezes. Execute.
Não altere constantemente as regras lá de casa. As crianças cumprem melhor as normas se pensarem nelas como sendo fixas e previsíveis. Bater nos outros, andar com os brinquedos ao chão, bater uma porta: qual é a criança que nunca se comportou desta forma? Aos pais compete controlar os filhos e fazê-los ver que a agressividade não é remédio para a frustração.
O pediatra norte-americano Berry Brazelton explica como:
Tente controlar a agressão. É importante acalmar os ânimos. Se for preciso, segure no seu filho com firmeza. Se o problema envolver duas crianças, separe-as imediatamente de forma decidida.
Repita as regras da boa convivência mesmo que o seu filho já saiba toda de cor. Seja firme e faça com que ele diga - e assimile - que “não se bater nos outros”, seja lá qual for a razão.
Ensine o seu filho a saber reconhecer o estado emocional em que se encontra. Ajude-o a dar nome às emoções. É uma forma de desenvolver o auto-controlo.
Quando a criança estiver mais calma, é tempo de introduzir a disciplina. Ajude-a a perceber as implicações do que aconteceu e a sua responsabilidade na situação. O que é que despoletou o acesso de raiva? Mostre-lhe que ela é capaz de se controlar se fizer um esforço.
Não ralhe só por ralhar. Tente perceber porque é que o seu filho agiu de forma agressiva. Pode haver razões subjacentes que necessitem de ser trabalhadas.
Pedir desculpa é fundamental. Mas atenção, pedidos esfarrapados não contam. É preciso que a criança aprenda a ser sincera. Mostre-lhe as conseqüências de não assumir os erros e não pedir desculpa. Se ela necessitar de algum tempo para pensar no assunto, dê-lho. As crianças não se tornam maduras de um momento para o outro.
Seja benevolente e aceite as desculpas. Desta forma, estará a ajudar o seu filho a restaurar a crença na sua própria boa-vontade e isso também é importante.
No momento de crises de birras é melhor ter paciência, demonstrando a criança que não conseguirá nada com esta atitude, além de descarregar sua tensão e raiva. Apenas um familiar deve ficar com a criança e falar com ela, mesmo que pareça não ouvir, comunicando sua disposição em escutar suas razões. Quando a criança estiver mais calma, deve-se explicar-lhe melhor, para que possa entender, o porquê de sua decisão. Será necessário em determinadas situações conter fisicamente a criança, principalmente quando corre risco de se machucar ou agredir alguém com a intenção de acalmá-la. É importante ajudar a criança a entender que pode se utilizar outras formas, como a conversa, para mostrar aos pais o que não está bem com ela, ou quando algo não é como deseja, aprendendo aos poucos a lidar com limites e frustrações necessárias da vida.
Fonte: Pais&Filhos
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